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História

 

Em 1965, houve neste período de tempo a primeira tentativa de emancipação de Setubinha, que fracassou derrotado em urnas. Em 1994, então o vereador Teófilo Barbosa Neto, organizador do movimento pró-emancipação, encontrou pessoas influentes na politica de minas e com seu grande empenho, sagrou-se vitorioso em plebiscito realizado no dia 10 de outubro de 1995, com mais de 90% dos votos válidos e em 21 de dezembro de 1995, através da Lei Estadual nº 12030, Setubinha foi elevado á categoria de município, sancionada pelo governador Hélio Garcia.

Ainda que grande parte dos documentos referentes ao município, tenha se perdido em duas enchentes do Rio Araçuaí, muito se conservou de sua história, que é mais antiga do que a história de Malacacheta. Por volta de 1830, à região foi visitada por um português, cobrador de impostos e Guarda-mor do Império, chamado Jerônimo. Este, a caminho de Teófilo Otoni, seguindo a trilha aberta por Benedito Otoni (com o objetivo de descobrir afluentes do Rio Mucuri que o levassem ao mar – na Bahia) passando por Setubinha na época Sesmaria de uma família originária da cidade portuguesa de Setúbal – resolveu instalar-se definitivamente no local.

O principal rio desta sesmaria recebeu o nome de Setúbal em homenagem à cidade natal dos portugueses. Parte dela, que foi doada para outra família, tinha sua área territorial banhada por um afluente do rio Setúbal, que por ser de menor porte, recebeu o nome de Setubinha, originando-se, assim, o nome atual do município:

Setubinha. As terras visitadas foram doadas em sesmaria a uma outra família portuguesa, de nome Batista de Miranda, que nelas construiu as primeiras casas, por volta de 1840. Em 1841, a povoação conhecida como Santo Antônio do Setubinha, já servia de referência para Cassimiro Gomes Leal. Por ela passaram, em 1847 e 1852, as expedições de Teófilo Benedito Otoni rumo ao Vale do Mucuri. Novas famílias, algumas de tradição mineira como a Paula Dias, que descende de Alvarenga Peixoto, foram chegando e trazendo o progresso para a povoação, que se tornou Paróquia e foi elevada à categoria de Distrito de Minas Novas. As datas mais marcantes da história de Setubinha são:

a) 1838-1840: fundação do povoado;
b) 1865: criação do Distrito de Santo Antônio do Setubinha, pertencente ao Município de Minas Novas, pela Lei Provincial nº 1.251, de 15 de novembro de 1865;
c) 1880: criação da Freguesia de Santo Antônio do Setubinha, dia 03 de janeiro. No dia 04 de novembro do mesmo ano, Setubinha passou para a jurisdição de Teófilo Otoni;
d) 1883: criação do Cartório de Registro Civil e Tabelionato. Há registros de comércio de escravos;
e) 1900: iniciação da construção da atual Igreja Imaculada Conceição, pelo imigrante italiano Nicolas Mazzinghy;
f) 1905: inauguração da Igreja Imaculada Conceição;
g) 1923: Setubinha passa a Distrito de Malacacheta;
h) 1930: criação da primeira escola em Setubinha, denominada “Escolas Isoladas”;
i) 1930: chegada do primeiro automóvel, trazido pelo imigrante libanês, o comerciante Nagib Mahmud Nédir;
j) 1937: chegada do primeiro rádio em Setubinha, trazido pelo proprietário da Fazenda Boas Granjas, o Sr Xisto Caldeira;
k) 1960: criação da primeira escola urbana, denominada “Escolas Reunidas”, que, em 1963, passou a denominar-se EE Nagib Mahmud Nédir;
l) 1965: primeira tentativa de emancipação do município;
m) 1995: realização do plebiscito em 22/10/95 e aprovação da Lei de Criação do Município: Lei nº 12.030, de 21/12/95, sancionada em 22/12/95;
n) 1996: eleição do primeiro Prefeito e da primeira Câmara Municipal, em 03/10/96;
o) 1997: instalação do município de Setubinha;
p) 2002: criação do Distrito Palmeiras do Vale, através da Lei nº 006/02, de 24/05/02, publicação: MG – 19/11/02; q) 2003: inauguração do laboratório de informática. No resgate da história da ocupação populacional do município de Setubinha verificou-se que a maior parte é originada de famílias de agricultores migrantes a partir do Vale do Jequitinhonha, principalmente das cidades de Minas Novas e Araçuaí, bem como do sertão baiano.

Há também registros de famílias originárias de imigrantes portugueses e libaneses e, nas áreas de ocupação mais antigas foram relatados encontros com povos indígenas e encontrados sinais da presença anterior destas populações, apesar de ser inexplicável seu desaparecimento.

As famílias sobreviviam da agricultura e transportavam seus produtos em lombo de animais até Sucanga (Poté) e daí de trem até Teófilo Otoni, onde eram comercializados.

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